quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dias de outrora


Deixei a cidade na esperança de me fortalecer
Estes dias fora vão me ajudar a te esquecer
Meu coração partido insiste em te esperar
Ele não entende que você não vai voltar

Lamento pela maneira que partiu
Deixou-me em brisas, sequer se despediu
Eu fico aqui preso em nossa história
Se não me quer, deixe-me ir embora

Sua indiferença alimenta minha aflição
Nada do que vivemos você levou em consideração
Minha memória já perdeu a sintonia
Nossos momentos foram engolidos por sua covardia

Poderíamos conviver com respeito, sem perder a admiração
Mas o que prevalece é a sua ingratidão.
Ainda assim a saudade me corrói o peito
Eu tento fugir, mas não tem jeito
O que quer que eu faça você está lá
Cravado em meus pensamentos, ta difícil deixar de te amar

Eu sei que não merece meu sofrimento, tampouco meu amor
Mas só o teu abraço é capaz de me arrancar esta dor
Dilacerado, eu preciso seguir meu caminho
Voltando aos dias de outrora, triste e sozinho.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ah, o amor!


Outra vez adeus, também não era você.
Na verdade até era, mas quis o destino não ser.
Não basta apenas amar
Existem outras forças que fazem tudo desabar

Meu amor não foi capaz de vencer as barreiras
Nunca foi suficiente para evitar a dor
A propósito, todas as vezes que segui suas trilhas,
Só colhi feridas, espinhos e rancor.

O amor é fraco, é sempre vencido
Presa fácil mediante qualquer inimigo
Em qualquer ameaça se sente acuado
Teme ao futuro, se apega ao passado

O amor traz consigo fragilidade
Faz-nos viver de mentira, esconde a verdade
O amor engana, mostra um mundo de ilusão
Uma vez fisgado, te apresenta à decepção

Ah, o amor! conjugá-lo é sempre sofrimento.
Seu dissabor é capaz de vencer o tempo
 O amor anestesia, nos tira a razão
Nos deixa em coma, na companhia da solidão.