segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ah! Verão.

Mais um verão vai findando-se e aqui dentro nada mudou
Mesmo com os dias quentes, de tão frio meu coração congelou.
As noites curtas não amenizaram a tristeza, tampouco a saudade.
Segue teu rumo, oh, verão! Mande lembranças à minha liberdade.

Se acaso encontrá-la, peça que retorne, mesmo que de passagem.
Não sou egocêntrico, prometo deixá-la seguir viagem.
Sugira que ela venha colher os frutos do outono
Se eu estiver estático, ainda não é a morte, apenas peguei no sono.

Ah, verão! Tu que deixastes os corpos bronzeados.
Por que então me sinto tão acinzentado?
Sinto-me preso ao ocaso, obtuso, não vejo o sol nascer.
Lacrado à dor, destinado a sofrer.

Na realidade, não importa se faz calor ou frio.
Mudam-se as estações, mas meus dias são sempre sombrios.
Ah, verão! Se esticar a jornada e com o inverno encontrar.

Entrego-te  minhas reminiscências para este congelar.