quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Viver esperando


Quem vive a espera de um amor que não vem
Perde a oportunidade de ser feliz com outro alguém
Quem vive a espera de um amor que não vai voltar
Perde a chance de seguir em frente e recomeçar

Quem vive a espera de um amor que já se perdeu
Não enxerga o nascer do sol, vive sempre num” breu’
Quem vive esperando um amor do passado
Acaba sozinho, por jamais ser notado

Quem vive esperando pelo amor de verdade
Acaba-se em dor, remoendo a saudade
Quem espera para que se cumpram as promessas de felicidade
Conhece intimamente a temível falsidade

Viver esperando é tolice. É em vão.
É ver a vida passando pela contra mão
E quem perde os seus sonhos por quem não vale a pena
É fraco de espírito, é de alma de pequena

Quem vive esperando atrofia, se curva ao tempo
Rema contra maré, corre contra o vento
Quem vive esperando, já enlouqueceu
Ouso dizer que quase morreu.

domingo, 14 de outubro de 2012

CHUVA


Oh chuva que cai forte lá fora, levando a sujeira do chão
Oh venha com a mesma intensidade levar a dor do meu coração
Esta dor que me sufoca roubando-me o ar
Leva contigo meu pranto que me faz soluçar

Sozinho mais um fim de semana, atormentado por minhas lembranças
De todos que passamos juntos e nos divertíamos como duas crianças
Chuva que aliviou com todo aquele calor descomunal
Arraste esta tristeza maldita e me faça voltar ao normal

Chuva que é capaz de vencer a seca e dá vida à plantação
Brote em mim a esperança, mate a semente da solidão
O descaso, a indiferença carregue para bueiros ou aterre num lixão
Deixe-me de alma lavada, para ser livre e ir em busca de uma nova paixão

Chuva que, quando em excesso, causa estragos com a inundação
Afogue as mágoas e todo rancor que me transmitem aflição
Regue-me com alegria, me tire a nostalgia, que eu acorde com seu trovão
Que seus relâmpagos iluminem meus caminhos levando-me de volta a satisfação

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Adeus ao passado


Reerguer-se é um desafio. Às vezes não é nada fácil recomeçar,
A vida, sempre enfurecida, não se cansa de nos derrubar
De repente a estabilidade se perde e cava um buraco no chão
Vão se os amores e ficam os dias sombrios atormentados pela solidão

Num passe de mágica tudo que era bom passa não existir mais
Fica a tristeza e o desejo enorme de não olhar para trás
O que fazer com os sonhos que o mundo se incumbiu de enterrar?
No coração eles nunca se apagam, basta perseverar

Ter esperança é acreditar que um dia tudo vai mudar
Mesmo que agora a dor te parta ao meio, te fazendo soluçar
Bem lá no fundo da alma e possível ouvir pulsar
As batidas que nunca morrem, sobrevivem de tanto lutar

A vida segue, ainda que a dor prevaleça
É preciso mudar de hábitos para que não enlouqueça
Abra mão de tudo que te traga a saudade
Seja firme, para encarar a nova realidade

A comodidade da vida segura já não existe mais
Mas é possível buscar novas metas, novos ideais
 Talvez esta dor que sinto agora, seja um aprendizado
Então que venha o futuro, adeus ao passado.